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Admirável Mundo Novo

O Culto ao Verde: O Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e a Nova Ética Global
Autor: Carl Teichrib, Forcing Change, Volume 6, Edição 1.

“O Cristianismo resgatou o mundo desta loucura. Hoje, as igrejas cristãs é que estão precisando de um resgate.” — Robert A. Sirico. [1].

O ambientalismo e a religião estão indelevelmente ligados. Algumas vezes, essa conexão é sutil, como por exemplo, quando está encoberta na linguagem frequentemente burocrática do desenvolvimento sustentável. Outras vezes, esse casamento é reconhecido abertamente. O falecido ator James Coburn, em uma entrevista no Dia da Terra, com Caryl Matrisciana, na praia de Malibu, proclamou entusiasticamente:

“— A Mãe Terra é a Mãe. Ela é a Deusa-Mãe. Deveríamos louvá-la, em vez de estuprá-la.”

“Todas estas pessoas estão aqui hoje por uma razão, porque estão preocupadas com o que está acontecendo com a Terra, com aquilo que a humanidade está fazendo com a Terra.”

“Todas as emoções negativas que carregamos por aí também contribuem para o problema. Tudo alimenta a Lua. O que temos de fazer é sermos verdadeiros conosco mesmos; se formos verdadeiros conosco mesmos, seremos verdadeiros com a Mãe Terra.”

“A Mãe Terra será generosa. Ela nos dará tudo que necessitarmos. Ela tem feito isso há muito tempo. Perdemos o nosso rumo. Os pagãos sabiam como lidar com a terra e alguns índios ainda se lembram como fazer.”

“A Terra é um organismo vivo. Estamos matando a quem mais amamos e quem também nos ama. Temos de louvar nossa Deusa-Mãe!” [2].

Nas Nações Unidas, o centro mundial para os encontros políticos, a ecoespiritualidade foi adotada de diversas formas. Um exemplo é a Convenção da ONU Sobre a Diversidade Biológica, um curto documento com menos de vinte páginas. Considerado em seu valor de face, a Convenção parece ser espiritualmente benigna, com pouca coisa no texto que possa ser interpretado como religiosa em sua natureza.

Todavia, quando o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) interpretou a Convenção Sobre a Diversidade Biológica, resultando em uma obra com mais de 1.100 páginas intitulada Global Biodiversity Assessment (Avaliação da Biodiversidade Global), a ecoespiritualidade foi incluída como um patrimônio global. Na verdade, a ecoespiritualidade foi considerada tão importante que um segundo volume enorme foi publicado, apropriadamente intitulado Cultural and Spiritual Values of Biodiversity: A Complementary Contribution to the Global Biodiversity Assessment (Valores Espirituais e Culturais da Biodiversidade: Uma Contribuição Complementar para a Avaliação da Biodiversidade Global), com mais de 700 páginas.

Portanto, por que a Convenção Sobre Diversidade Biológica, um documento minúsculo sem referências reais à religião provocou essa imensa resposta interpretativa, incluindo um texto específico sobre os aspectos espirituais da biodiversidade? O UNEP publicou a resposta:

“… a ONU tem dedicado quantidades crescentes de tempo e energia para articular medidas práticas para atender à crise ambiental global e para formar um consenso internacional em torno de uma ética ambiental global. Grande parte desse esforço veio a frutificar no Encontro da Terra de 1992 com a aprovação da Agenda 21, a Declaração do Rio e a Convenção Sobre Diversidade Biológica.” [3].

Caso você não tenha prestado atenção, a resposta pode ser encontrada no centro da citação acima, a formação de “uma ética ambiental global”.

Desenvolvendo esse ponto, J. Baird Callicot, um colaborador do UNEP e professor titular de Filosofia no Departamento de Estudos da Religião na Universidade do Norte do Texas, escreveu em Cultural and Spiritual Values of Biodiversity (Valores Espirituais e Culturais da Biodiversidade):

“Com a atual e mais ominosa dimensão global da crise ambiental do século 20 agora no centro das atenções, a filosofia ambiental precisa se esforçar para facilitar o aparecimento de uma consciência ambiental global que abranja as fronteiras nacionais e culturais… Em parte, isso requer uma comparação transcultural mais sofisticada dos conceitos tradicionais e contemporâneos da natureza do ambiente natural, da natureza humana, e do relacionamento entre as pessoas e a natureza… um novo paradigma está emergindo que cedo ou tarde substituirá a obsoleta cosmovisão mecânica e seus valores e mentalidade tecnológica associados.”

“O que imagino para o século 21 é o aparecimento de uma ética ambiental internacional baseada na Teoria da Evolução, na ecologia e na nova física… Assim, podemos ter uma cosmovisão e uma ética ambiental associada que correspondam à realidade contemporânea que habitamos um planeta…” [4].

Segundo o dicionário, o termo “ética” significa “um conjunto de princípios morais”. A ética e sua irmã gêmea, a moralidade, historicamente têm como base a religião e o pensamento filosófico. Portanto, para surgir um novo conjunto de ética global, a religião como um todo — e a liderança espiritual em particular — precisam ser incluídas nesse processo de transformação. Mas, quais religiões e práticas espirituais são consideradas válidas na criação de uma nova moralidade global e centrada na Terra?

Vendo quais religiões são vilificadas no sistema da ONU e examinando qual cosmovisão a ONU considera importante, a resposta logo aparece. Uma vaga ideia disso existe nos dois textos interpretativos da Comissão Sobre Diversidade Biológica mencionado anteriormente. Nesses volumes, o Cristianismo é duramente criticado, enquanto que as práticas pagãs e as religiões orientais são mostradas como modelos positivos.
Segundo a Avaliação da Diversidade Global:

“… a tradição judaico-cristã coloca os humanos não como parte de uma comunidade mais ampla de seres, mas separados. Ela veio a encarar a natureza como totalmente dedicada à satisfação das necessidades humanas, ao bel-prazer das pessoas. As culturas orientais com tradições religiosas como o Budismo, Jainismo e Hinduísmo não se distanciaram de forma tão drástica da perspectiva dos humanos como membros de uma comunidade de seres, incluindo outros elementos vivos e não-vivos. Assim, os hindus continuam a proteger os primatas… Os santuários budistas no sudeste asiático têm seus bosques anexos, como também os santuários xintoístas no Japão. Entretanto, isto não significa que essas sociedades asiáticas não permitiram a erosão em larga escala de suas diversidades biológicas, seja na Índia ou na Tailândia.”

“As sociedades dominadas pelo Islã e, especialmente pelo Cristianismo, foram as que mais colocaram os humanos separados da natureza e adotando um sistema de valores que converteu o mundo em um depósito de bens e produtos para a satisfação humana.”

“Nesse processo, não somente a natureza perdeu sua qualidade de sagrada, mas a maioria das espécies animais que têm um valor simbólico positivo para outras culturas humanas adquiriu conotações muito negativas na cultura europeia. A conversão para o Cristianismo significou um abandono de uma afinidade com o mundo natural para muitos habitantes das florestas, camponeses e pescadores em todo o mundo.” [5].

Após atribuir a culpa básica pelos problemas ambientais ao Cristianismo, a Avaliação continua com sua repreensão dando exemplos negativos da destruição dos bosques sagrados:

“Os estados montanhosos do nordeste da Índia, próximos à fronteira com a China e Mianmar suportavam as sociedades agrárias em pequena escala que praticavam rotação de colheitas até os anos 1950s. Aquelas pessoas seguiam suas próprias tradições religiosas, que incluíam a reserva de 10 a 30% da paisagem como bosques e lagos sagrados.”

“A maioria dessas pessoas foi atraída para a economia de mercado maior e se converteu para o Cristianismo por volta do fim dos anos 1950s. Com essa conversão para um sistema de crenças que rejeita a atribuição de qualidades sagradas aos elementos da natureza, as pessoas começaram a derrubar os bosques sagrados…” [6].

O segundo volume interpretativo do UNEP, Cultural and Spiritual Values of Biodiversity (Valores Culturais e Espirituais da Biodiversidade), segue uma abordagem até mais desafiadora ao Cristianismo e às posições ocidentais. Ele propõe que as religiões do mundo, “especialmente aquelas no Ocidente”, redefinam seu propósito final para se alinharem com uma visão da Terra mais radical, sugerindo que as religiões ocidentais comparem sua cosmologia com as Declarações de Assis, [7] que propagam uma unidade mundial e a harmonia universal como a resposta para as tendências globalmente destrutivas da humanidade.” [8].

Além disso, a “filosofia cristã do homem branco” é referida como “a hegemonia ‘dirigida pelo ego’ da doutrina cristã” [9]. Em vez dessas filosofias negativas do “homem branco”, outras cosmovisões mais harmoniosas devem ser incentivadas, como a sacralidade do solo: “O solo é nossa deusa; é nossa religião.” [10].

O ecofeminismo, antagônico ao Cristianismo e à imagem de Deus como “único, masculino e transcendente”, [11] também é trazido para o primeiro plano. O colaborador do UNEP sobre o ecofeminismo sugere as seguintes “transformações interconectadas da nossa cosmovisão”:

1. “Mudar de um conceito de Deus como detentor de todo o poder soberano, governando a natureza, porém situado fora dela, para uma concepção de Deus que está sob e em torno de todas as coisas, sustentando e renovando a natureza e a humanidade juntas como uma comunidade biótica criada.”

2. “Mudar… para uma visão do mundo como um todo vivo e orgânico, manifestando energia, espírito, instrumentalidade e criatividade.”

3. “Uma mudança de uma ética em que entidades não-humanas na Terra, como os animais, plantas, minerais, água, ar e o solo têm somente valor de uso utilitário… para uma visão de todas as coisas como tendo intrinsicamente um valor a ser respeitado e celebrado por serem aquilo que são.”

4. “Uma mudança… para a Psicologia holística que reconheça nós mesmos como totalidades psico-espirituais-físicas — em interrelacionamento com o restante da natureza e como totalidades psico-espirituais-físicas que são mutuamente interdependentes em uma comunidade da vida.”

5. “Mudança da visão que o domínio patriarcal é a ordem da ‘natureza’… para um reconhecimento que o domínio patriarcal é a raiz das relações distorcidas…”

6. “Mudança do conceito de uma cultura superior (a cristã, branca e ocidental) a ser imposta sobre todos os outros povos para ‘salvá-los’ e ‘civilizá-los’, para o respeito pela diversidade das culturas humanas em diálogo e mútuo aprendizado, superando a hierarquia racista e defendendo particularmente as culturas nativas biorregionais que estão à beira da extinção.”

7. “Uma transição de uma política da sobrevivência dos mais aptos, que aloca recursos e energia para os mais poderosos, para uma comunidade política baseada na democracia participativa, na tomada de decisão baseada na comunidade e a representação do bem-estar de toda a biorregião na tomada de decisões.” [12].

Encaixando-se bem com essas visões alternativas, Valores Espirituais e Culturais da Biodiversidade apresenta a ideia de Gaia como um paradigma angular. Essa hipótese favorecida “cientificamente” entrelaça vários conceitos coevolucionários e da Mãe Deusa em torno de um princípio da Terra auto-organizada, [13] formando uma fundação unida para servir ao chamado da interdependência planetária. Por outro lado, em referência à ordem da natureza judaico-cristã, conforme encontrada no primeiro capítulo de Gênesis, o volume do UNEP defende a posição que “uma cultura construída com base no ‘domínio da terra e dos animais que vivem nela’ está condenada a desaparecer.” (Veja a seção “Pertencer à Gaia”).
Portanto, não é surpresa ler que:

“… as religiões e culturas primitivas, frequentemente imaginadas como constituindo uma única e mais antiga forma de religião, têm constantemente funcionado como a contraparte positiva ou negativa para a civilização e vida ocidentais. No período do ambientalismo elas têm funcionado predominantemente como modelos positivos, algumas vezes até paradisíacos, para uma sociedade e cosmovisão ecologicamente sólidas. O período do ambientalismo coincide com um período de pensamento de Nova Era…” [14].

Obviamente, o fundamento religioso para a vindoura ética global, que está sendo criada para salvar o planeta da calamidade, precisa ser construído com base nas cosmologias pagãs/orientais. O Cristianismo, com seus padrões de desenvolvimento e consumo ocidentais, seu domínio nas questões de gênero e da natureza, e sua mentalidade cultural racialmente “superior” precisa desaparecer.

Mas, o Cristianismo, ou uma forma dele, pode ter seu lugar na mesa internacional. De um modo metafórico, um ponto de iluminação para ele foi ligado, junto com lugares reservados para as outras fés monoteístas. Entretanto, dois requisitos simples, porém não mencionados, precisam ser atendidos:

Primeiro, abandonar os aspectos fundamentalistas da verdade bíblica, que estão repletos de discussões sobre pecado e salvação, e rejeitar a exclusividade de Jesus Cristo. Em segundo lugar, juntar-se ao mundo para a recriação de uma sociedade para que a Fraternidade dos Homens e a Paternidade de Deus prevaleçam. Em outras palavras, voltar suas costas para os princípios fundamentais e estreitos da Bíblia e fazer parcerias para criar um mundo unificado, reconhecendo que todas as religiões são expressões válidas do Cosmos Vivo. E não importa realmente em que ordem isso seja feito, desde que o resultado final de uma nova ética global seja alcançado.

Apenas para garantir que o lugar à mesa seja ocupado, a assistência da comunidade internacional está sendo oferecida.
O Sábado Ambiental da ONU / Dia de Descanso da Terra

Há quase quarenta anos o UNEP patrocina o Dia Mundial do Meio Ambiente. Todo dia 5 de junho, uma cidade anfitriã patrocina o Dia Mundial do Meio Ambiente. Neste ano, a cidade anfitriã foi Tromsø, na Noruega, com o tema: “O Derretimento do Gelo — um Tópico Quente?” Outros temas já incluíram: “Dê uma Chance à Terra (2002), “Nós, os Povos: Unidos pelo Meio Ambiente Global” (1995) e “Somente uma Terra: Cuide e Compartilhe” (1992). Cidades que já sediaram o evento incluem San Francisco (2005), Moscou (1998) e Nairóbi (1987), entre outras (veja a seção “Dia Mundial do Meio Ambiente: Anfitriões e Temas”).

É neste contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente que o Sábado Ambiental da ONU foi lançado, planejado especificamente para cair no fim de semana mais próximo do Dia Mundial do Meio Ambiente. Como um escritor do Instituto Earth Island observou: “A abordagem do Dia Mundial do Meio Ambiente também sinaliza o retorno de outro evento singular concebido pela ONU — o Dia Mundial da Terra — um dia de adoração que transcende as denominações e dá as boas-vindas para todas as fés participarem em um dia de reverência global pela Terra.” [13].

Leigh Eric Schmidt, escrevendo para o The Harvard Theological Review em 1991, forneceu alguns detalhes históricos sobre esse singular evento anual de adoração à Terra:

“O primeiro Dia da Terra em 1970 forneceu uma ocasião dentro das igrejas para expressar preocupações com a crise ambiental. O envolvimento religioso nesse despertar ecológico foi substancial. Tanto o presidente quanto o secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas endossaram o Dia da Terra em correspondências enviadas para os líderes de igrejas em março de 1970; eles também incentivaram a guarda de um Sábado Ambiental no fim de semana anterior…”

“… Apesar do chamado em 1970 para um Sábado Ambiental, a ideia não se desenvolveu até que o Programa Ambiental das Nações Unidas se apropriou dela em 1986, vinculando-a com o Dia Mundial do Meio Ambiente… Inter-religioso em sua construção, o Sábado Ambiental tem o objetivo de ser um tempo ‘para contemplar nosso vínculo com a natureza’ e cultivar ‘uma atitude mais responsável, cuidadosa e consciente com relação ao uso das dádivas da Terra.’ Com um número estimado de 25.000 grupos celebrantes em 1990 — em igrejas, sinagogas, faculdades e organizações juvenis — o Sábado Ambiental é explicitamente litúrgico e religioso em sua inspiração (em contraste com as atividades mais politicamente orientadas do Dia da Terra)…” [16].

Embora o UNEP tenha adotado o Sábado em 1986, não foi até o ano seguinte que o programa se tornou público. De acordo com John J. Kirk, cofundador da Parceria Interfé pelo Meio Ambiente, uma organização estabelecida pelo UNEP para trabalhar pelo Sábado, o público-alvo era formado inicialmente pelas igrejas na América do Norte.

“Ele teve início no outono de 1986 quando alguns de nós nos reunimos na sede da ONU em Nova York com líderes de várias comunidades religiosas. Com orientação e apoio do Programa Ambiental das Nações Unidas, começamos a desenvolver um projeto que informaria as congregações norte-americanas sobre os sérios problemas ambientais que estavam ameaçando a vida na Terra, de modo que pudéssemos trabalhar para proteger essa magnífica obra do Criador.”

“Em junho de 1987, nosso primeiro jogo de materiais do Sábado Ambiental foi enviado para as congregações nos EUA e no Canadá. O objetivo era criar um dia sabático para nosso afligido planeta — um Dia de Descanso da Terra a ser celebrado anualmente pelas comunidades religiosas…” [17].

Noel J. Brown, o diretor do UNEP durante o Sábado da Terra de 1990, apresentou as razões mais profundas do que apenas informar as congregações na América do Norte. Em uma carta datada de 28 de março de 1970, ele escreveu:

“Mais uma vez, o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) tem a satisfação de convidá-lo para se unir a nós na celebração do ‘Dia de Descanso da Terra / Sábado do Meio Ambiente’ em suas cerimônias, rituais e orações…”

“… A necessidade de estabelecer uma nova base espiritual e ética para as atividades humanas na Terra nunca foi maior — já que a deterioração do nosso Lar Planetário torna a proteção do ambiente humano um novo imperativo global.” [18].

Menos de seis meses antes de sua carta se tornar pública, Brown estava candidamente buscando a cumplicidade dos líderes religiosos em sua tentativa de criar uma nova ética global. Considere as seguintes declarações feitas enquanto o diretor do UNEP estava visitando o Conselho Interfé de Los Angeles:

“Agora, precisamos trabalhar mais de perto com a comunidade religiosa e espiritual. Precisamos criar um movimento ecumênico — chamo-o de movimento ‘eco-mênico’ — no serviço da Terra. É hora para nós pensarmos novamente, e pensarmos de um modo novo…”

“… Gostaríamos também de sugerir outros desafios com os quais vocês que estão nas comunidades religiosas podem nos ajudar. O primeiro é uma nova visão, e instituições de apoio, para nos ajudarem a avançarmos nessa transição. Nós nas Nações Unidas não podemos esperar solucionar os problemas do futuro somente com as instituições e a mentalidade do passado. Precisamos de uma visão que englobe todos os direitos humanos à liberdade, igualdade e condições de vida, e um meio ambiente que prometa vida, dignidade e bem-estar. Precisamos de uma legitimidade, uma nova ética e novas metáforas.”

“… precisamos criar uma nova visão e uma instituição que possa nos ajudar a lidar com essas novas realidades.”

“Uma das novas metáforas que estou ansioso para criar e promover é a de um pacto — um novo pacto com a Terra. Vocês nas comunidades religiosas podem nos ajudar a fazer isso.”

“… Este é o desafio que está diante de todos nós, e é por causa desse desafio que peço que vocês trabalhem conosco como aliados. Podemos criar uma nova ordem e, para que possamos sobreviver, de fato precisamos disso.” [29].

[Nota: O Pacto da Terra completo pode ser encontrado adiante neste artigo.]

No tempo do evento de 1990, as denominações cristãs com assento na junta interfé do Sábado Ambiental incluíam a Igreja Batista Americana, a Igreja Episcopal Protestante, a Igreja Metodista Unida e a Igreja Unida de Cristo. [20]. Além disso, um livro especial de recursos de adoração à Terra foi preparado pelo UNEP para o Sábado, adequadamente intitulado Only One Earth (Somente uma Terra).

Focalizando a mudança do atual paradigma religioso rumo a um novo modo ecológico de pensar, Somente uma Terra foi um livro repleto de textos para meditação, orações e canções para uso congregacional. Até sugestões para o serviço de adoração estavam incluídas, como mostram os excertos a seguir:
Sermão:

“Descreva a crise. Use dados científicos. Destaque a urgência da situação.”
“Fale do relacionamento essencial Terra-seres humanos. O que é? Qual é nossa responsabilidade nisto?
“Aponte para várias fontes de inspiração: para as escrituras, para a sabedoria, para a espiritualidade e para a própria Terra. Mostre como todas elas são importantes e estão interligadas.”

O Serviço:

“Enfeite seu santuário com fotografias da Terra vista do espaço, e com outras imagens da Terra.”
“Convide oradores ou ‘representantes’ de outras espécies, como plantas e animais.”

Vá Além:

“Nos serviços normais, insira uma porção que enfoque a reverência e cuidado pela Terra.”
“Organize uma cerimônia interfé.”
“Organize um concerto ou festival Sábado Ambiental…”
“Escreva cartas para os líderes nacionais ou regionais de sua fé, incentivando-os a tomarem atitudes.” [21]

Para os líderes religiosos que estavam assim inclinados, as igrejas poderiam participar nas diversas meditações e reflexões listadas. Orações hindus, budistas, judaicas, indígenas, islâmicas e cristãs foram sugeridas, todas com uma entonação mística e/ou centrada na Terra. Na capa do livro de adoração para o Sábado do UNEP havia o Pacto da Terra, um tipo de “tratado do cidadão” que poderia ser copiado e distribuído para os adoradores (veja a seção “O Pacto da Terra”.).

A resposta ao Sábado Ambiental de 1990, o ano de lançamento de Somente uma Terra, foi digna de nota. Não somente muitas igrejas e grupos participaram dessa jornada “A Terra em primeiro lugar”, estimados em 25.000 por Leigh Eric Schmidt, mas isto acrescentou ímpeto real rumo à aceitação de uma teologia ambiental. Além disso, ao longo dos anos, o programa, de acordo com John Kirk, produziu “mais de 130.000 projetos religiosos e ecológicos… em todo o mundo.” [22].

O Sábado Ambiental nunca alcançou a tremenda popularidade geral do Dia da Terra, em 22 de abril. Mas, ele não foi destinado para o público geral. Em vez disso, o programa Sábado Ambiental tinha um alvo específico: líderes religiosos e espirituais, igrejas e denominações inteiras.

No ano de 2000, Somente Uma Terra foi remodelado e relançado como Somente uma Terra: Um Livro de Reflexão e Ação. Na página 3 dessa nova edição ampliada, o subsecretário-geral da ONU Klaus Töpfer ofereceu algumas palavras de ecosabedoria:

“Entramos em uma nova era. Uma era onde todos teremos de assinar um novo acordo com nosso meio ambiente… e entrar na comunidade maior de todos os seres vivos. Um novo sentido de nossa comunhão com o planeta Terra precisa entrar em nossas mentes.” [23].

Hoje, a ecoespiritualidade de Nova Era está avançando rapidamente dentro da comunidade cristã, influenciando organizações paraeclesiásticas, congregações locais e até a liderança de denominações inteiras. Para catalogar a situação somente na América do Norte seria necessário um livro inteiro para listar todos os ministérios e igrejas que adotaram essa ideologia, seja por ingenuidade ou por concordância.

Vendo a escrita na parede, Robert A. Sirico, presidente do Instituto Acton, redigiu as seguintes palavras com relação ao Sábado da Terra, paganismo e a aceitação dessas ideias pelos líderes religiosos:

“Considere a ‘confissão’ dos pecados ambientais oferecida pelo Conselho Nacional de Igrejas: ‘Somos responsáveis por uma imensa poluição na terra, nas águas e nos céus… Estamos matando os céus: a atmosfera global se aquece com os gases químicos e a camada de ozônio é destruída.”

“Os cientistas dizem que a maioria dessas preocupações é exagerada. Mas, vamos apenas dizer que sejam verdadeiras. No máximo, elas são questões técnicas que precisam ser tratadas por especialistas nos setores público e privado. Elas não deveriam ter uma relevância espiritual de longo alcance. Ninguém está no inferno por ter usado um tubo de aerossol para aplicar laquê no cabelo.”

“Somente se aliviarmos nosso barco dos ensinos tradicionais é que poderemos concordar com as palavras de celebração da ecologia do Conselho Nacional de Igrejas, que dizem o seguinte em uma das orações propostas: ‘Precisamos dizer, fazer e ser tudo o que for possível para alcançar o objetivo do Sábado Ambiental… Não podemos deixar nossa mãe morrer. Precisamos amá-la e restaurá-la.'”

“Descrever a Terra como nossa mãe viva constitui uma forma pagã de adoração à terra, ou se aproxima perigosamente disso. Um Sábado Ambiental não é um objetivo cristão, embora as Nações Unidas tenham um programa para promovê-lo. Também não devemos tentar criar uma ‘eco-igreja’…”

“O relato do Gênesis sobre a criação fornece evidência teológica suficiente para rejeitarmos a teologia verde. Depois de ter criado o homem e a mulher à Sua imagem, Deus disse: ‘Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.’ [Gênesis 1:28].”

“A Terra não recebeu domínio sobre as pessoas. Nós é que temos almas que carecem de salvação; as rochas, rios, esquilos e o salmão não têm. Recebemos os dons da razão e da revelação; as plantas e os animais não. Existem modos certos e errados de exercermos domínio sobre a natureza, que a consciência bem estruturada pode discernir.” [24].

Encerrando este artigo, acho que seria prudente considerarmos as palavras de Samantha Smith em seu livro Goddess Earth (A Deusa Terra), publicado em 1994. Uma crítica da ecoespiritualidade, ela expôs os aspectos centrais dessa questão e suas perturbadoras implicações para o Cristianismo:

“Grande parte do ativismo social e ambiental nas igrejas hoje está baseado nas crenças socialistas promovidas em nome da ‘mordomia’, que engloba tudo, desde justiça social até a apaixonada proteção à Terra. A Teologia Verde negligencia as ordens de Deus para ocuparmos a Terra e dominá-la, mas, ao mesmo tempo, cuidando de sua beleza e de seus recursos. Em vez disso, ela quer fazer os cristãos acreditarem que seu chamado mais enobrecedor é servir à Terra ‘interconectada’. Ao fazerem isso, eles caem nas mãos dos verdes pagãos, que desejam que a Terra tenha domínio sobre o homem.” [25].

Notas Finais

1. Robert A. Sirico, “Despoiler or Problems-Solver”, Acton Institute, 1994, http://www.acton.org/ppolicy/editorials/sirico/despoiler.html.

2. Esta entrevista pode ser encontrada no vídeo-documentário “Earth’s Two-Minute Warning”, Jeremiah Films, 1997.

3. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity: A Complementary Contribution to the Global Biodiversity Assessment (UNEP, 1999), pág. 446.
4. Idem, pág. 447. [Veja a Caixa 11.4: “Towards a Global Environmental Ethic”].

5. Global Biodiversity Assessment (UNEP, 1995), pág. 839.

6. Idem, pág. 839.

7. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity, pág. 448-449.

8. As Declarações de Assis podem ser encontradas na publicação do UNEP intitulada Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP, 2000).
9. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity, pág. 451.

10. Idem, pág. 453.

11. Idem, pág. 457.

12. Idem, págs. 459-460.

13. Para literatura que suporte a hipótese de Gaia, veja James Lovelock, Gaia: A New Look at Life on Earth (Oxford University Press, 1979/1995) e Lawrence E. Joseph, Gaia: The Growth of an Idea (St. Martin’s Press, 1990). Dois livros que expõem criticamente a ecoespiritualidade do movimento ambientalista, incluindo os conceitos de Gaia, são Michael S. Coffman, Saviors of the Earth? (Northfield, 1994) e Samantha Smith, Goddess Earth (Huntington House, 1994).
14. Cultural and Spiritual Values of Biodiversity, pág. 497.

15. Gar Smith, “World Environment Day & the Earth Sabbath”, The Edge, Instituto Earth Island, 2 de junho de 2006. A página do Instituto Earth Island, que inclui cópias on-line de The Edge, pode ser encontrada em http://www.earthisland.org.

16. Leigh Eric Schmidt, “From Arbor Day to the Environmental Sabbath: Nature, Liturgy, and American Protestantism”, The Harvard Theological Review, Vol. 84, No. 3. (Jul., 1991), págs. 317-318.

17. Carta de John J. Kirk, conforme reimpressa em Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP/Interfaith Partnership for the Environment, 2000), pág. 5.

18. Esta carta foi reproduzida em sua inteireza no livro de recursos de adoração do Sábado Ambiental do UNEP, Only One Earth, (1990).

19. Noel J. Brown, “We Appeal to You”, comentários feitos para o Conselho Interfé de Los Angeles, 2 de novembro de 1989. Este discurso pode ser encontrado em http://www.context.org/ICLIB/IC24/Brown.htm.
20. Schmidt, The Harvard Theological Review, pág. 318-319.

21. UNEP, Only One Earth (1990). A numeração de página estava ausente no documento original.

22. Carta de John J. Kirk, conforme reimpressa em Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP/Interfaith Partnership for the Environment, 2000), pág. 5.

23. Only One Earth: A Book of Reflection for Action (UNEP/Interfaith Partnership for the Environment, 2000), pág. 3.

24. Robert A. Sirico, “Despoiler or Problems-Solver”, Acton Institute, 1994, http://www.acton.org/ppolicy/editorials/sirico/despoiler.html

25. Samantha Smith, Goddess Earth: Exposing the Pagan Agenda of the Environmental Movement (Huntington House, 1994), pág. 198.
Pertencer a Gaia

O texto a seguir foi extraído de Cultural and Spiritual Values of Biodiversity (Valores Culturais e Espirituais da Biodiversidade), pág. 449. Ele foi redigido por William N. Ellis e Margaret M. Ellis. Todo o negrito e colchetes estão no original.
Pertencemos ao Emaranhado-de-seres — à Terra — à Gaia.
Pertencer é o protovalor a partir do qual todos os outros valores são derivados.
Pertencemos à fisiosfera, à biosfera e à ideosfera.
Pertencemos à Gaia.
Como diziam os aborígenes: “Somos posse da terra, não proprietários da terra.”.
Como o chefe Seattle dizia: “Não podemos possuir a terra, somos parte da terra.”
Pertencemos e somos inseparáveis da nossa cultura — uns dos outros — de Gaia. Somos interdependentes com tudo o que existe.
Pertencer é um fato científico; e pertencer é mais do que um fato científico.
Pertencer não é meramente ‘ser membro de’, mas estar sujeito a — estar em parceria — ser responsável por alguma coisa.
Pertencemos – e somos responsáveis – pelo emaranhado de seres — o universo — a Terra — Gaia.
Pertencer à Gaia significa reconhecer que estamos envolvidos no emaranhado de seres — que nosso bem-estar é dependente do bem-estar de Gaia — o bem-estar uns dos outros. Se destruirmos Gaia, estamos destruindo a nós mesmos.
Pertencer implica ‘cooperação’ – trabalhar com o que existe — com Gaia — o emaranhado de seres.
Pertencer implica em ‘comunidade’. Somos responsáveis por Gaia. Somos responsáveis uns pelos outros.
Pertencer implica em ‘Amar’.
Não podemos separar o amor (agape) do fato que pertencemos a Gaia.
Amamos porque precisamos amar para preservar Gaia — para preservar a nós mesmos — para preservar o emaranhado de seres.
As culturas construídas com base em valores diferentes de pertencer estão condenadas à autodestruição.
Uma cultura construída com base em “dominar a terra e todos os animais que vivem nela’ está condenada a desaparecer.
Uma cultura baseada no interesse mesquinho está condenada a se desintegrar.
Uma cultura baseada na ‘sobrevivência dos mais aptos’ não sobreviverá.
Para ser estável e sustentável, uma cultura precisa estar baseada na cooperação, comunidade, responsabilidade, amor, honestidade, cuidado e os demais valores que estão implicados e interligados uns com os outros e com pertencer.
Não podemos mais nos separar de senso de pertencer — de Gaia — e continuar sendo uma cultura viável, da mesma forma como um átomo de oxigênio não pode se separar dos átomos de hidrogêncio e manter as qualidades da água.

[Conforme apresentado em Only One Earth, UNEP, 1990]

Pacto Pela Terra
Um Tratado do Cidadão para uma Segurança Ecológica Coletiva
Preâmbulo

Nós, o povo da Terra, nos alegramos com a beleza e as maravilhas da terra, dos céus, das águas e da vida em toda sua diversidade. A Terra é nosso lar e nós a compartilhamos com todos os outros seres vivos.

Todavia, estamos tornado a Terra inabitável para a comunidade humana e para muitas formas de vida. O solo está se tornando estéril, os céus poluídos e a água contaminada. O clamor das pessoas cuja terra, ganha-pão e saúde estão sendo destruídos é ouvido em todo o mundo. A própria Terra está nos chamando para despertar.

Nós e todos os seres vivos dependemos da Terra e uns dos outros para nossa existência, bem-estar e desenvolvimento comuns. Nosso futuro coletivo depende de um reexame de nossas pressuposições mais básicas sobre o relacionamento da humanidade com a Terra. Precisamos desenvolver princípios e sistemas comuns para moldar esse futuro em harmonia com a Terra.

Os governos sozinhos não podem proteger o meio ambiente. Como cidadãos do mundo, aceitamos responsabilidade em nossas vidas pessoais, profissionais e comunitárias para proteger a integridade da Terra.
Princípios e Compromissos

Em acordo uns com os outros e em nome de toda a comunidade da Terra, nós nos comprometemos com os seguintes princípios e ações:

• Relacionamento com a Terra: Todas as formas de vida são sagradas. Cada ser humano é uma parte integral e singular da comunidade de vida da Terra e tem uma responsabilidade especial de zelar pela vida em todas suas diversas formas. Portanto, agiremos e viveremos de modo a preservar os processos naturais da vida da Terra e respeitar todas as espécies e seus habitats. Trabalharemos para evitar a degradação ecológica.

• Relacionamento uns com os Outros: Cada ser humano tem o direito a um ambiente saudável e de poder obter os frutos da Terra. Cada um também tem um dever contínuo de trabalhar para o alcance desses direitos para as gerações presente e futuras.

Portanto, com a preocupação que toda pessoa tenha alimento, moradia, ar puro, água potável, educação, emprego e tudo o mais que é necessário para desfrutar a plena medida dos direitos humanos — trabalharemos para um acesso mais equitativo aos recursos da Terra.

• Relacionamento Entre Segurança Econômica e Ecológica: Como a vida humana está enraizada nos processos naturais da Terra, o desenvolvimento econômico, para ser sustentável, precisa preservar os sistemas que suportam a vida na Terra.

Portanto, usaremos tecnologias que protejam o meio ambiente e promoveremos que elas se tornem disponíveis para as pessoas em todas as partes da Terra. Quando estivermos em dúvida sobre as consequências dos objetivos econômicos e das tecnologias sobre o meio ambiente, concederemos uma margem adicional de proteção à natureza.

• Governança e Segurança Ecológica: A proteção e aprimoramento da vida sobre a Terra requer sistemas legislativos, administrativos e judiciários nos níveis locais, regionais e internacionais apropriados. Para serem eficazes, esses sistemas precisam dar autoridade legal, ser participativos e baseados em informações abertas.

Portanto, trabalharemos pela aprovação de leis que protejam o meio ambiente e promoveremos o respeito a elas por meio de ação educacional, política e jurídica. Faremos avançar políticas de preservação em vez de somente reagir aos danos causados ao meio ambiente.

Declarando nossa parceria uns com os outros e com nossa Terra, damos nossa palavra de honra que seremos fiéis aos compromissos aqui assumidos.

Dia Mundial do Meio Ambiente: Anfitriões e Temas
Nota: As listas seguintes foram geradas a partir das informações encontradas nas páginas do UNEP na Internet:

Países Anfitriões das Celebrações do Dia Internacional do Meio Ambiente:

2007 — Tromsø, Noruega
2006 — Argel, Argélia
2005 — San Francisco, EUA
2004 — Barcelona, Espanha
2003 — Beirute, Líbano
2002 — Shenzhen, República Popular da China
2001 — Torino, Itália e Havana, Cuba
2000 — Adelaide, Austrália
1999 — Tóquio, Japão
1998 — Moscou, Federação Russa
1997 — Seul, República da Coreia
1996 — Istanbul, Turquia
1995 — Pretória, África do Sul
1994 — Londres, Grã-Bretanha
1993 — Pequim, República Popular da China
1992 — Rio de Janeiro, Brasil
1991 — Estocolmo, Suécia
1990 — Cidade do México, México
1989 — Bruxelas, Bélgica
1988 — Banguecoque, Tailândia
1987 — Nairóbi, Quênia.

Temas nos Dias Internacionais do Meio Ambiente:

2006 — Derretimento do Gelo — um Tópico Quente?
2006 — Desertos e Desertificação — Não nos Esqueçamos das Regiões Áridas!
2005 — Cidades Verdes — Plano para o Planeta!
2004 — Procurados! Mares e Oceanos — Vivos ou Mortos?
2003 — Água — Dois Bilhões de Pessoas Estão Morrendo por Ela!
2002 — Dê uma Chance à Terra
2001 — Conecte-se com a Rede Mundial da Vida
2000 — O Milênio do Meio Ambiente: Tempo de Agir
1999 — Nossa Terra — Nosso Futuro — Apenas Salve-os!
1998 — Pela Vida na Terra: Salvemos Nossos Mares
1997 — Pela Vida na Terra
1996 — Nossa Terra, Nosso Hábitat, Nosso Lar
1995 — Nós, os Povos: Unidos pelo Meio Ambiente Global
1994 — Uma Terra, uma Família
1993 — Pobreza e Meio Ambiente: Rompendo o Círculo Vicioso
1992 — Somente uma Terra, Cuidar e Compartilhar
1991 — Mudança Climática: Necessidade de uma Parceria Global
1990 — Crianças e o Meio Ambiente
1989 — Aquecimento Global, Advertência Global
1988 — Quando o Meio Ambiente É Colocado em Primeiro Lugar, o Desenvolvimento É Duradouro
1987 — Meio Ambiente e Abrigo: Mais do Que um Teto
1986 — Uma Árvore pela Paz
1985 – Juventude: População e o Meio Ambiente
1984 — Desertificação
1983 — Gestão e Acondicionamento do Lixo Tóxico: Chuva Ácida e Energia
1982 — Dez Anos Depois de Estocolmo (Renovação das Preocupações Ambientais)
1981 — Lençóis Freáticos: Produtos Químicos Tóxicos na Cadeia Alimentar Humana
1980 — Um Novo Desafio para a Nova Década: Desenvolvimento sem Destruição
1979 — Somente um Futuro para Nossas Crianças — Desenvolvimento sem Destruição
1978 — Desenvolvimento sem Destruição
1977 — Preocupação Ambiental com a Camada de Ozônio; Perda de Terras e Degradação do Solo
1976 – Água: Recurso Vital para a Vida
1975 — Assentamentos Humanos.

Autor: Carl Teichrib, artigo original em http://www.forcingchange.org, Volume 6, Edição 1.
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/unep.asp

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abril 23, 2013 Posted by | eco terrorismo, governo mundial, meio ambiente, nova ordem internacional | Deixe um comentário

Admirável Mundo Novo: A Grande Farsa do Aquecimento Global The Great Global Warming Swindle

Admirável Mundo Novo: A Grande Farsa do Aquecimento Global The Great Global Warming Swindle.

 

Reinaldo Azevedo | VEJA.com

 

Ah, quanta revolta por causa do pum dos dinossauros! O caminho da farsa coletiva: você acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque você acredita

 

Eu, hein! Mais chato que petralha, só ecotralha! Se for um ecopetralha, então… Quanta revolta por causa da crônica que fiz sobre o pum dos dinossauros! Queriam o quê? Climatologistas recorrem a seus misteriosos “modelos matemáticos” para calcular quanto de gás metano os dinossauros teriam soltado na Terra há alguns milhõezinhos de ano, transformam isso em toneladas e querem que eu leve a sério?

Olhem aqui: eu não estou entre aqueles que repudiam coisas complicadas. De jeito nenhum! O “complicado” costuma ser aquilo que a gente ainda não entende, certo? Houvesse regras para andar nos labirintos, não haveria… labirintos. O ponto é outro. Cadê esses tais “modelos matemáticos”? De que são constituídos? Como se pode anunciar o fim do mundo num dia e pedir desculpas no seguinte: “Não era bem isso?”

Ciência? O aquecimento global antropogênico — ou mudança climática — é uma hipótese formada a partir de uma das tantas evidências científicas parciais juntadas numa narrativa criativa. Trata-se de uma narrativa — hoje, mais literária do que outra coisa — que tem o mau hábito de desprezar as evidências em contrário. Criou-se uma doxa. Erigiu-se uma ideológica. Satanizaram-se as pessoas que pensavam de modo diferente. E pronto!

Recebi, claro, alguns pontapés: “Ah, você não entende nada de clima!” Pois é! Mas Richard S. Lindzen, de quem falei aqui em 2007, sabe muito a respeito. Naquele post, lembrei que o sempre opiniático Paul Krugman, tão especialista quanto eu próprio na área, havia escrito um artigo no New York Times afirmando que desconfiar do aquecimento era manifestação de anti-intelectualismo. Assim se fazem as verdades: demonizando quem dissente.

Republico parte daquele post e reproduzo trecho de um texto de um blog português. Ficamos assim: os esquentadinhos do aquecimento que querem bater boca comigo com ares de especialista podem tentar contestar Lindzen. Talvez consigam a sua vaga de professor de Meteorologia daquela escolinha chinfrim chamada Massachusetts Institute of Technology — trata-se de um “trem” aí (como diriam aquelas vozes da CPI…) conhecido por “MIT”. O post acabou ficando um tanto longo, leitor, mas há aí referências para entrar no tema de modo responsável — em vez de se ocupar do peido dos dinossauros. Os nervosinhos não gostaram do meu senso de humor? Então vamos falar a sério.

Aqueles que estiverem severamente interessados em aquecimento global podem clicar aqui e ouvir (é só áudio mesmo) o professor Lindzen responder a cada uma das grandes questões que dizem respeito ao aquecimento global. O propósito de Lindzen, ele deixa claro, não é saber se existe ou não algum aquecimento —  já que a Terra vem esquentando e resfriando há milhões de anos —, mas se procede o alarmismo. E ele deixa claro que não! E faz até um gracejo: “Al Gore acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque Al Gore acredita”. É perfeito!

Se eu entendesse de meteorologia o que Lindzen entende, estaria dando aula no MIT. Como não entendo… Assim, não acreditem no que digo e no que dizem outros abelhudos, pouco importa o lado. Eu costumo tratar apenas da lógica interna das coisas que leio.  Mas considerem a hipótese de o especialista do MIT saber o que diz mais do que o jornalismo engajado que cuida do assunto, com suas moças e seus rapozalas fanáticos. Abaixo, trecho de um post do blog português Mitos Climáticos. Fica clara a importância do dinheiro nessa história toda. Cientista que nega que o aquecimento tenha sido produzido pelos homens e que não é alarmista perde verba de pesquisa. Aqueles que entram no jogo são alçados à condição de estrelas e passam a ser financiados.

Richard S. Lindzen é um cientista de elevadíssima craveira intelectual. Professor de Meteorologia do Massachusetts Institute of Technology, já publicou mais de 200 livros e artigos científicos. Foi o leader do capítulo científico do Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC, de 2001.Este último trabalho trouxe-lhe o amargo de boca de se ver confrontado com a falta de ética científica dos principais responsáveis do IPCC, pois estes cientistas-políticos ou políticos-cientistas, como se queira, publicaram com distorções e sem conhecimento de Richard o texto do relatório já aprovado pelos colegas de trabalho. Richard Lindzen como cientista sério e honesto, que se distingue do núcleo duro que tomou conta do IPCC, demitiu-se da prestação científica dada ao IPCC. Aliás, até hoje, não foi o único a tomar esta posição de verticalidade intelectual. Muitos outros lhe seguiram o exemplo.

Tornou-se histórico o seu depoimento, no Senado dos Estados Unidos da América, quando o cabotino Al Gore o interrogou e tentava distorcer as afirmações de Lindzen retorquindo: “O que V. Exa. quis dizer foi…”.Sintomaticamente, o The New York Times publicou, na primeira página, as distorções e não as afirmações de Lindzen, que se viu obrigado a redigir um desmentido. Também sintomaticamente o desmentido de Lindzen foi atirado para o interior do jornal. Lá como cá, também existem órgãos de comunicação social enfeudados às teses do alarmismo climático. A vantagem dos EUA é a existência de um forte culto da liberdade de expressão, o que acaba por permitir a divulgação de todos os pontos de vista, circunstância que não se observa em países como o nosso, por exemplo, em que apenas uns quantos estão autorizados a ter opinião. A politicamente correcta, obviamente.

Esclarece-se que Richard Lindzen é um dos 100 signatários da carta aberta ao Secretário Geral das Nações Unidas, de 13 de Dezembro de 2007, por ocasião da Conferência de Bali, cujo tema era “A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima está a levar o mundo numa direcção completamente errada”. A tradução desta carta foi publicada em Anexo ao Prefácio do livro de Marlo Lewis Jr. A Ficção Científica de Al Gore. No mesmo livro, Lewis refere ainda Lindzen como autor do artigo “Climate of Fear: Global warming alarmists intimidate dissenting scientists into silence“, publicado no Wall Street Journal, em 12 de Abril de 2006. A participação de Richard Lindzen na Segunda Conferência Internacional sobre Alterações Climáticas, veio demonstrar, se dúvidas houvesse, o alto nível desta iniciativa do The Heartland Institute.

Na sua importante comunicação, de 8 de Março de 2009, Richard Lindzen declara que o alarmismo climático foi desde sempre um movimento político contra o qual tem sido necessário travar uma difícil batalha. E, uma vez que se dirige a uma plateia de cépticos, começa por dizer que os opositores ao alarmismo climático devem ter em conta algumas verdades simples. Em primeiro lugar, Lindzen adverte que nem uma atitude céptica faz um bom cientista, nem uma atitude concordante faz um mau cientista. Conhecendo-se o discurso da parte contrária, pode dizer-se que a honestidade de Lindzen não encontra paralelo em nenhum dos adeptos do global warming.

Lindzen diz ainda que muitos dos cientistas que ele respeita fazem parte do campo alarmista, mas salienta que a actividade científica que lhe inspira esse respeito não é a ligada ao global warming. E admite que o facto de esses cientistas abraçarem as teses do global warming apenas lhes torna a vida mais fácil. A este propósito, Lindzen deu o exemplo de Kerry Emanuel, seu colega no MIT, que apenas se tornou conhecido quando afirmou que os ciclones tropicais poderiam tornar-se mais intensos com o aquecimento global. Depois disso, passou a ser inundado com distinções profissionais.

Curiosamente, Kerry Emanuel é referido por Marlo Lewis Jr. no Capítulo 6 do livro “A Ficção Científica de Al Gore”, uma vez que Gore, em “Uma Verdade Inconveniente”, e sob pretexto do furacão Katrina, recorre a Kerry Emanuel para reclamar a “emergência de um forte consenso” acerca da ideia de que o aquecimento global está a aumentar a duração e intensidade dos furacões. Para azar de Gore, o próprio Emanuel alertou contra as tentativas de associar o Katrina, ou outras tempestades recentes no Atlântico, ao aquecimento global.

Depois, Lindzen chamou a atenção para o caso de Carl Wunsch, outro colega do MIT, especialista em oceanografia, o qual, apesar de virtualmente ter questionado todas as afirmações alarmistas respeitantes ao nível dos oceanos, à temperatura da água do mar e à modelação oceânica, evita a todo o custo ser associado aos críticos do global warming. Mas, para Lindzen, o caso mais curioso é o de Wally Broecker, cujo trabalho mostrou claramente que ocorrem mudanças súbitas do clima sem influência antropogénica, mas que também abraça vigorosamente as teses do alarmismo, daí retirando um elevado reconhecimento.

Lindzen reconhece que existe um grande número de cientistas que a propósito das alterações climáticas emitem declarações ambíguas, ou sem um significado claro, as quais podem ser distorcidas e aproveitadas pelos alarmistas, mas como a propaganda alarmista pode convencer os políticos a aumentar os fundos de financiamento, não existe incentivo para protestar contra essas distorções. Lindzen prossegue com a denúncia do comportamento de algumas instituições académicas e reprova as ligações perversas entre cientistas e responsáveis políticos, chamando a atenção para os perigos de uma corrupção da Ciência induzida pela conquista de financiamentos.

Enfim, poderíamos continuar a referir passagens desta importante comunicação de Richard Lindzen, mas o texto já está disponível onlinee vale a pena ler na íntegra.

 

 

Fonte:www.reinaldoazevedo.blogspot.com

 

 

maio 11, 2012 Posted by | aquecimento global, eco terrorismo, meio ambiente | Deixe um comentário

Admirável Mundo Novo: Aquecimento global: pai da “hipótese Gaia” se retrata de seu alarmismo

Admirável Mundo Novo: Aquecimento global: pai da “hipótese Gaia” se retrata de seu alarmismo.

 

Aquecimento global: pai da “hipótese Gaia” se retrata de seu alarmismo

 

Posted: 29 Apr 2012 01:00 AM PDT

 

James Lovelock, pai da “hipótese Gaia”,
se retrata de seu alarmismo

 

James Lovelock, criador da hipótese ambientalista segundo a qual a Terra formaria um só organismo “vivo” apelidado “Gaia”, admitiu em entrevista à MSNBC que foi “alarmista” a respeito de “mudança climática”.

À guisa de desencargo de consciência, comentou que também outros ambientalistas famosos, como Al Gore, caíram no mesmo erro.

Um dos pais fundadores do ambientalismo hodierno, Lovelock tem esperança de que a suspirada “mudança climática” ainda aconteça, mas lamentou que não virá tão rápido quanto ele anunciava.

Em 2006, em artigo no jornal inglês “The Independent”, Lovelock escreveu que “antes do fim deste século bilhões de homens terão morrido e os poucos casais que sobrevivam ficarão no Ártico, onde o clima ainda será tolerável”.

Agora, em entrevista telefônica com a MSNBC, reconheceu que estava “extrapolando demais”.

Parafraseando os argumentos dos cientistas objetivos, explicou:

 

– “O problema é que não sabemos o que é que o clima vai fazer. Há 20 anos nós achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia evidente, porém não aconteceu”.

– “O clima está fazendo suas trapaças habituais. Em verdade, não há muita coisa acontecendo ainda, quando nós deveríamos estar num mundo a meio caminho da fritura”.

– “O mundo não se aqueceu muito desde o milênio. Doze anos é um tempo razoável … ela [a temperatura] manteve-se praticamente constante, quando deveria ter ido aumentando”.

 


Em 2007, a revista “
Time” incluiu Lovelock na lista dos 13 líderes e visionários “Heróis do Meio Ambiente”, onde também figuravam Al Gore, Mikhail Gorbachev e Robert Redford.

Interrogado se agora tinha virado um “cético” do aquecimento global, Lovelock respondeu à MSNBC: “Depende do que o Sr. entende por “cético”. Eu não sou um negacionista”.

Ele explicou que ainda acredita que a mudança climática esteja acontecendo, mas que seus efeitos serão sentidos num futuro mais longínquo do que se acreditava. “Teremos o aquecimento global, mas ficou adiado um pouco”, explicou.

 

Eu cometi um erro”

 


Lovelock esclareceu que não se importava em dizer: “Tudo bem, eu cometi um erro”.

Na entrevista, ele insistiu que não tirava uma só palavra de seu livro base “Gaia: um novo olhar dobre a vida na Terra”, publicado em 1979. Mas reconheceu que no livro “A vingança de Gaia”, de 2006, ele tinha ido longe demais falando da Terra superaquecida no fim do século.

– “Eu deveria ter sido um pouco mais cauteloso, porém, teria estragado o livro”, brincou cinicamente.

Militantes ambientalistas só puderam concordar, embora desanimados, com o mea culpa de Lovelock.

Peter Stott, chefe do monitoramento do clima no Met Office Hadley Centre, da Inglaterra, disse que o guru foi alarmista demais prevendo que os homens seriam obrigados a viver no Ártico por causa do “aquecimento global”. Também concordou que o aquecimento dos últimos anos foi menor do que o previsto pelos modelos climáticos.

Keya Chatterjee, diretor internacional de política climática do grupo ambientalista WWF-EUA, disse em comunicado que estava “difícil não se sentir esmagado e ficar derrotista”, e sublinhou que a conversa alarmista não ajuda a convencer as pessoas.

A credibilidade das hipóteses ambientalistas está efetivamente caindo cada vez mais baixo.

 

Fonte: Verde: a cor nova  do comunismo

 

 

maio 3, 2012 Posted by | aquecimento global, eco terrorismo, meio ambiente | Deixe um comentário

Ecorreligião – A Grande Farsa do Aquecimento Global.

“ECORRELIGIÃO” (PARTE 2) – O CONTRA-ATAQUE: “A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL“. REVELADOR E INQUIETANTE!

O
documentário traz argumentos de alguns cientistas que discordam do
“consenso” que prevalece sobre o dióxido de carbono liberado pela
atividade humana ser a causa da elevação das temperaturas globais
atualmente. Há um consenso em relação ao clima da terra estar mudando,
pois sempre o fez. Há um consenso também em relação a que houve um
aquecimento recente. Mas alguns pensam que o aquecimento é por nossa
causa, enquanto outros acreditam que nós não temos nada a ver com ele.

O
documentário argumenta que a elevação da quantidade de dióxido de
carbono na atmosfera não tem relação com as mudanças do clima
.
Além disso, a visão simplista atual de reduzir as emissões de carbono
pode ter conseqüências não intencionais no efervescente desenvolvimento
no terceiro mundo, prolongando a pobreza e doenças endêmicas.

Pesquisas
apresentadas no documentário mostram aparentemente que o efeito da
radiação cósmica e a atividade solar podem explicar as flutuações nas
temperaturas globais com maior precisão que a teoria do dióxido de
carbono. Uma explicação alternativa para a elevação na temperatura global é baseada em pesquisas feitas no Centro Dinamarquês do Espaço.
Na história da terra, quando se verificam aumentos na atividade solar,
a formação de nuvens na terra diminui significativamente e ocorre
elevação da temperatura
. “A atividade solar, durante várias
centenas de anos, se correlaciona com a temperatura, tomando-se como
base períodos decenais”.

Um respeitado queniano, especialista em desenvolvimento, diz: “Não
vejo como um painel solar pode impulsionar uma indústria de aço, como
um painel solar pode impulsionar uma rede ferroviária… Estão tentando
matar o sonho africano, e o sonho africano é desenvolver-se. Estão nos
dizendo para não tocarmos em nossos recursos, não tocarmos em nosso
óleo, não tocarmos em nosso carvão; isso é suicídio”
.

Embora
o documentário apresente depoimentos de uma impressionante relação de
especialistas, a maioria dos cientistas acredita que os argumentos
estão ultrapassados e que são contestáveis por uma recente pesquisa
realizada no laboratório Rutherford Appleton pelo professor Mike Lockwood.

Os Argumentos

Os
4,5 bilhões de anos de história da terra são uma longa história de
mudanças climáticas. Este fato é aceito por unanimidade, tanto por
aqueles que acreditam que o aquecimento global é um processo natural,
quanto por aqueles que acreditam que é causado pelo homem. Na história
mais recente, houve: uma mini idade do gelo no século XVII, em que o
rio Tâmisa se congelava tão solidamente que várias atividades podiam
regularmente ser realizadas no gelo; um período medieval até mais
quente do que o atual; e o ensolarado período conhecido como Máximo do
Holoceno, o mais quente nos últimos 10.000 anos.

Aqueles
que acreditam que o aquecimento global é um processo natural apontam o
fato de que, nos últimos 10.000 anos, os períodos mais cálidos
aconteceram bem antes dos seres humanos começarem a produzir
quantidades significativas de dióxido de carbono
. Uma análise
detalhada nas recentes mudanças climáticas revela que as temperaturas
se elevaram antes de 1940, mas caíram inesperadamente durante o
crescimento econômico do pós-guerra, quando as emissões do dióxido de
carbono incrementaram-se dramaticamente.

Há algumas evidências
para sugerir que variações do dióxido de carbono estão defasadas das
variações nas temperaturas por mais de 800 anos e conseqüentemente não
podem ser a causa delas. No modelo de efeito estufa do aquecimento
global, o calor dos raios do sol é retido por gases estufa na
atmosfera. Se não fosse por esses gases, a terra seria fria demais para
a vida.

O calor do sol é capturado pelos gases estufa na
atmosfera da terra. Este é o efeito estufa. Os modelos tradicionais
predizem que concentrações crescentes de gases estufa conduzem a
elevações das temperaturas. Se o aquecimento da “estufa” estiver mesmo
acontecendo, então os cientistas predizem que a troposfera (a camada da
atmosfera da terra que fica de 10 a 15 quilômetros acima de nós) deve
se aquecer mais rapidamente do que a superfície do planeta, mas os
dados coletados pelos satélites e pelos balões meteorológicos parecem
não dar suporte a esse modelo.

Aqueles que acreditam que o
aquecimento global é um processo natural dizem que a troposfera não
está se aquecendo porque os gases estufa produzidos pelo homem não
estão causando o aquecimento do planeta. Para
alguns, o prego final no caixão da teoria do efeito estufa dos gases
produzidos pelos seres humanos é o fato de o dióxido de carbono estar
sendo produzido em quantidades muitíssimo maiores por vários meios
naturais: as emissões humanas são minúsculas na comparação. As emissões
vulcânicas e o dióxido de carbono produzido pelos animais, pelas
bactérias, pela deterioração natural da matéria orgânica e pelos
oceanos, ultrapassariam a nossa própria produção diversas vezes
.

Outros
argumentariam que o dióxido de carbono não é o único gás estufa e que
as emissões humanas poderiam declinar em um sistema complexo, mas
finamente balanceado.

Novas evidências mostram que a radiação
que vem do sol varia (e a atividade das manchas solares é uma forma de
monitorar isto) e que a terra parece corresponder, aquecendo-se e
resfriando-se. A atividade solar reflete-se quase que perfeitamente nas
inúmeras variações das temperaturas nos últimos 100 anos.
Correlaciona-se bem com o mergulho anômalo das temperaturas no
pós-guerra, quando as concentrações globais de dióxido de carbono
estavam se elevando.

De fato, o que se sabe sobre a
atividade solar no decorrer de vários séculos correlaciona-se muito bem
com as temperaturas. Isto é o que alguns cientistas estão começando a
acreditar que causa as mudanças climáticas. Outros acham que a
atividade solar explica apenas os mínimos detalhes das mudanças de
temperaturas. Então, como o sol afeta a temperatura na terra? O
processo que os cientistas sugerem é que, enquanto a terra se move
através do espaço, nossa atmosfera é bombardeada constantemente por
raios cósmicos, sempre presentes. A água que então se evapora dos
oceanos forma nuvens na atmosfera. As nuvens encobrem a superfície da
terra da radiação do sol e têm um efeito de resfriamento.

Quando
a atividade solar é elevada, há um aumento do vento solar e este tem o
efeito de reduzir a quantidade de radiação cósmica que atinge a terra.
Quando menos radiação cósmica alcança a terra, poucas nuvens são
formadas e o efeito da radiação do sol que incide diretamente sobre a
superfície é o aquecimento do planeta
. Mas o efeito da atividade
solar é suficiente para explicar o aquecimento global e descarta o
causado pelo efeito estufa? Este é ainda um ponto controverso.

Quem aparece no documentário:

Prof. Tim Ball
Departamento de Climatologia
Universidade de Winnipeg

Prof. Nir Shaviv
Instituto de Física
Universidade de Jerusalém

Lord Lawson of Blady
Ex-Chanceler do Tesouro do Governo Britânico

Prof. Ian Clark
Departamento de Ciências da Terra
Universidade de Ottawa

Dr. Piers Corbyn
Físico Solar, previsor do clima, Weather Action

Prof. John Christy
Departamento de Ciências Atmosféricas
Universidade de Alabama em Huntsville

Prof. Philip Stott
Departamento de Biogeografia
Universidade de Londres

Prof. Paul Reiter
Instituto Pasteur, Paris

Prof. Richard Lindzen
Departamento de Meteorologia
Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT

Patrick Moore
Co-fundador do Greenpeace

Dr. Roy Spencer
Líder de Equipe de Satélites Meteorológicos da NASA

Prof. Patrick Michaels
Departamento de Ciências Ambientais
Universidade de Virginia

Nigel Calder
Ex-Editor da revista New Scientist
Co-Autor do livro “The Chilling Stars”

James Shikwati
Economista e Autor

Prof. Syun-Ichi Akasofu
Diretor do Centro Internacional de Pesquisas do Ártico, IARC

Prof. Frederick Singer
Ex-Diretor do Serviço Meteorológico Norte-Americano

Prof. Carl Wunsch
Departamento de Oceanografia
Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT

Prof. Eigil Friis-Christensen
Diretor do Centro Espacial da Dinamarca

Paul Driessen
Autor do livro “Green Power, Black Death”

fonte:http://www.artureduardo.blogspot.com

Obs.: A série de vídeos do Discovery Channel pode ser encontrada no site acima ou no youtube.

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junho 12, 2009 Posted by | aquecimento global, eco terrorismo, meio ambiente | 3 Comentários